sexta-feira, 20 de agosto de 2010

peixe dourado "rei do rio"


Nome: Dourado

Água doce ou salgada: Doce

Família: Salminus

Características: Considerado o "rei dos rios", o dourado pertence a uma família que tem o corpo lateralmente deprimido e o maxilar inferior proeminente. O tempo médio de vida é de 15 anos e seu porte varia de acordo com seu habitat; são encontrados exemplares de 70 a 75 cm e peso de 6 a 7 kg na Bacia do Paraguai, no Pantanal. Na Bacia do Prata e Bacia do São Francisco, alguns raros exemplares podem atingir os 20 kg. A espécie apresenta o chamado dimorfismo sexual, com as fêmeas sendo sempre maiores que os machos, podendo atingir mais de um metro de comprimento. O dourado macho tem espinhos na nadadeira anal, que não aparecem na fêmea.

Conforme vai ficando adulto, sua coloração se torna amarelo-dourado, possuindo reflexos avermelhados com uma mancha na cauda e estrias escuras nas escamas; na parte inferior, a coloração clareia gradativamente, com cauda e barbatanas possuindo coloração avermelhada. Cada escama apresenta um pequeno filete negro no meio, formando riscas longitudinais dessa cor desde a cabeça até a cauda e do dorso até abaixo da linha lateral. Possuem anal longa e grande número de escamas na linha lateral.

Hábitos: Carnívoro agressivo e canibal, o dourado se alimenta de pequenos peixes nas corredeiras e nas bocas de lagoas, principalmente durante a vazante, quando os outros peixes migram para o canal principal. Sua dieta é formada basicamente por tuviras, lambaris e piaus.

Os exemplares nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas - piracemas -, podendo deslocar-se até 400 km rio acima e percorrendo uma média de 15 km por dia.

Curiosidades: É o maior peixe de escamas da Bacia do Prata e pode saltar mais de um metro para fora d'água quando está subindo o rio para desovar, vencendo grandes quedas d'água com facilidade.

Onde encontrar: Devido à construção de diversas barragens nos grandes rios brasileiros, a espécie tem seu estoque populacional diminuído consideravelmente; porém, ainda é encontrado durante todo o ano, principalmente na Bacia do Prata, onde vivem nas corredeiras e na boca de lagos durante a vazante - à procura de alimento.

Durante a desova, procuram as cabeceiras dos rios, de águas mais limpas, onde os alevinos têm maior chance de sobrevivência. O tamanho mínimo para captura é de 60 cm.

Dica para pescá-lo: A espécie tem a boca muito dura e com poucas partes em que a garatéia possa se prender. Por isso, o uso de iscas artificiais pequenas é bastante indicado, por se acomodarem melhor na boca do peixe. Afiar os anzóis também ajuda na hora da fisgada.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

peixe assado



Ingredientes e Modo de Fazer:

O peixe deve ser de escamas e de espinhas grandes, como Robalo, Dourado, Garoupa, Namorado, etc. Ele deverá ter no mínimo 2kg, de tamanho médio para grande. Quando for comprar, peça ao peixeiro que não retire as escamas, limpe somente as entranhas. Isto é primordial, pois ele será assado inteiro com a cabeça e as escamas.

Lave-o bem somente com água corrente e limão, paera tirar todo o ranso e coloque numa assadeira, com as abas da barriga para fora, de maneira que, ele fique apoiado e em pé. Feito isso coloque no forno médio e deixe assar por + ou - 40 minutos.

Enquanto ele estiver no forno, coloque no liquidificador:

Um molho caprichado de coentro fresco inteiro talos e folhas, que é o segrêdo e o charme desse prato.

Um copo de yogurte natural (pode ser desnatado ou ligth)

Um copo de azeite extra virgem.

O suco de um limão médio.

Duas colheres de sopa bem servidas de maionese ou môlho ligth (helmans).

Uma colher de café de açucar.

Sal a gôsto.

Se for necessário acrescente um pouco de água.

Bata tudo muito bem até ficar um molho verde, de consistência líquida sem ser muito grosso, e leve para a geladeira.

Qdo o couro do peixe estiver crocante, verifique com um garfo(é mto importante que ñ passe do ponto, para não ressecar a carne), retire do forno e passe uma faca, sem aprofundar muito, da cabeça até o rabo pelo dorso, separando o couro em dois. Você verá que a carne ficará intacta presa a espinha dorsal, úmida e com um cheiro delicioso.

Sirva um pedaço deste filé assado, regado com o môlho verde e acompanhe com arroz branco bem soltinho.

Uma salada de folhas verdes, também pode ser servida, pois, vai muito bem com esse molho maravilhoso, que pode ser usado também para tempêro de saladas variadas.

como pegar piapara


Peixe de escamas, a Piapara (Leporinus obtusidens) é um dos maiores tipos de Piau, perdendo em porte somente para o gigante Piauçu. O corpo tem formato fusiforme e seção arredondada. A boca é terminal e os dentes são do tipo incisivos, que servem para cortar e arrancar pequenos pedaçõs dos alimentos. O dorso apresenta coloração marrom-claro, às vezes acobreada. Os flancos são prateados e com tons levemente azulados, além de ter três manchas arredondadas enegrecidas. As nadadeiras peitorais, ventrais e anal são amareladas, enquanto a caudal, a dorsal e a adposa são transparentes. Pode atingir mais de 70 cm de comprimento total e pesar cerca de 6kg.
Esta espécie pertence à família Anostomidae, que possui uma grande diversidade de gêneros e espécies com representantes em todas as bacias hidrográficas brasileiras, conhecidos como aracus (bacia amazônica), piaus (bacia Araguaia-Tocantins, Paraná e São Francisco), piavuçu, piava etc. A diferença de L. elongatus da bacia do São Francisco, que também é chamada de Piapara, é a posição da boca, que é subinferior.
Tem hábito alimentar onívoro e consome frutos, raízes, sementes, algas, caramujos e insetos. Realiza migração reprodutiva.
espécie Leporinus obtusidens ocorre na Bacia do Prata, já a Leporinus elongatus, na bacia do São Francisco, onde podem ser encontrados nos rios, em poços profundos, na boca de lagoas e corixos. Gosta de regiões marginais, sob a vegetação ciliar, em áreas em meio a troncos e galhadas. Reúnem-se em cardumes e habita a calha dos rios.

Dicas de pesca: Para se ter sucesso na pesca da piapara, é necessário alguma experiência. O peixe costuma pegar a isca com suavidade e acomodá-la na boca antes de correr. Se o pescador ficar afobado vai perdê-lo. São peixes ariscos e o uso de uma boa ceva é quase obrigatório. Comumente são usadas cevas de milho ou soja azedas, além de uma pasta preparada à base de sangue e farelo de arroz. Na pesca embarcada, o uso de um canhão é muito útil para manter os peixes nas proximidades.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

piau-três-pinta e uma otima receita


Nome popular: Piau-três-pintas, Aracu-comum, Aracu-cabeça-gorda
Nome científico: Leporinus freiderici.

Habitat: Bacias Amazônica, Araguais-Tocantins e Prata.

Saiba mais: Peixe de escamas. Espécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente nas margens de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.

Equipamento e isca: Equipamento leve, linhas de 8 a 10 libras, anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu para pescarias de barranco. As iscas devem se naturais, como insetos, minhoca,mortadela,milho, além de queijo e macarrão.

Dica: É preciso muita habilidade para fisgar esse peixe, pois são muito ariscos.
Piau frito


Ingredientes
piau
limão
sal
>

noz-moscada
óleo

Modo de Preparo:

Faça cortes laterais e paralelos no peixe para quebrar as espinhas. Tempere o piau com sal, limão e noz-moscada. Quebre três ovos, espalhe com a mão, deixe a carne hidratar por meia hora e frite.

Dicas :
- Vire o peixe uma vez só, quando ele se soltar da frigideira;
- Use papel-toalha para absorver o excesso de óleo do peixe frito;
- Para caprichar na apresentação à mesa, forre a travessa com folhas de alface e espalhe rodelas de tomate e limão em volta do peixe.

torresmo de curimba

Ingredientes:

1 curimba de cerca de 2 Kg.(pode ser um dourado)
1 limão
2 ovos
tempero à base de noz-moscada
sal

Modo de Preparo:

Com uma faca bem afiada, corte o peixe lateralmente, separando o filé do espinhaço. Cortar o filé em tiras pequenas e bem finas. Temperar com o sal, noz-moscada e limão a gosto. Quebrar dois ovos e misturar um pouco, para hidratar a carne. Passar as tiras numa mistura de amido de milho e farinha de trigo para ficar crocante e fritar em óleo bem quente. Servir como aperitivo ou com arroz.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Moqueca de tucunaré

1 tucanaré de 2 kg cortado em postas largas
1 maço de cebolinha picadas
1 maço de coentro picados
3 tomates maduros cortados em pedaços médios
1 cebola média picada em rodelas
1 pacote de coco ralado puro
1 vidro pequeno de leite de cModo de Preparo

modo de prepara:

1.Tempere o tucunaré com sal e limão e coloque as postas bem distribuídas em uma panela de fundo largo
2.Coloque os tomates, a cebola picada, e parte do coentro sobre o peixe, e em seguida despeje o leite de coco na panela
3.Depois disso, coloque todo o coco ralado sobre o peixe e depois o restante do coentro
4.Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até perceber que o peixe está cozido
5.Não mexa a panela, senão o peixe vai se despedaçaroco

tempo gasto 20min
5 porções

terça-feira, 13 de julho de 2010

curimbatá vamos pegar


Curimbatá

Nome Científico: Prochilodus sp

Família: Prochilodontidae

Ordem: Characiformes

Distribuição: Bacias amazônica e Tocantins-Araguaia (P.nigricans), Prata (P.lineatus, P.scrofa, P.platensis) e São Francisco (curimatã-pacu: P.marggravii, P.affinnis, P.vimboides). Nos açudes do nordeste, ocorre o Prochilodus cearensis e outras espécies introduzidas.

Habitat: Águas correntes de rios e ribeirões, bem como nas águas paradas de lagoas e açudes.

Alimentação: Espécies detritívoras, alimentam-se de matériaorgânica e micro-organismos associados à lama do fundo.

Reprodução: Realizam longas migrações reprodutivas.

O curimbatá, também é conhecido como curimatã, curimba ou papa-terra. Um peixe de escama prateada, cuja principal característica da família é a boca protrátil, em forma de ventosa, com lábios carnosos, onde estão implantados pequenos dentes emfileirados.

O curimba pode alcançar de 30 a 80 cm de comprimento total dependendo da espécie. São capturados em grandes cardumes pela pesca comercial. A pesca amadora é praticada principalmente nos barrancos do rio, com equipamentos simples.

Varas de bambu, com 2-4 metros; linha varia de 0,30 a 0,40mm, geralmente com 50 centímetros maior que a vara; anzóis pequenos e finos para facilitar a fisgada de nº 8 a 2. A melhor isca são as iscas de massa, que deve ser consistente. É recomendável uso de ceva para facilitar a captura.

tucunaré amarelo


Tucunaré-amarelo

Nome Científico: Cichla ocellaris

Família: Cichlidae

Ordem: Perciformes

Distribuição: Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Amplamente introduzido em reservatórios da região do Alto-Paraná e nordeste do país. Já é encontrado em alguns lagos na região do Pantanal.

Habitat: Vive em ambientes lênticos, como lagos, matas inundadas e enseadas.

Alimentação: Piscívoro, consomem outros peixes menores. Mas também, quando jovens, podem comer insetos, camarões etc.

Reprodução: Não realizam migrações, formam casais e escolhem áreas espraiadas ou remansos para construir o ninho e cuidar da prole.

Quinze espécies de tucunaré são conhecidas somente na Amazônia. O Tucunaré-amarelo (Cichla ocellaris) pode chegar a um metro, mas o tamanho médio varia entre 30 a 50 cm e o peso entre 6 a 8 quilos, especialmente nas áreas onde ele foi introduzido.

Os tucunarés são os peixes esportivos brasileiros mais representativos da extensa família dos Cichlideos. A diversidade de cores e padrões de listras é grande: do vermelho ao esverdeado, do amarelo ao azulado, com faixas e pintas de variados padrões. Mas todos têm em comum o formato característico do corpo (alongado), com a cabeça grande e a mandíbula protuberante.

Outra característica é a mancha arredondada perto da cauda, conhecida como ocelo. O tucunaré-amarelo tem de três barras transversais de coloração preta e, o corpo, um amarelo esverdeado. As nadadeiras dessa espécie são amareladas (daí o nome). São muito procurados pelos pescadores esportivos, especialmente nas represas e açudes onde foi introduzido.

O tucunaré pode abocanhar a isca várias vezes, antes de ser realmente fisgado. Por isso, o sucesso da pescaria depende da habilidade do pescador em recolher a linha. O movimento deve ser contínuo, baixando e levantando o caniço, sem bambear a linha. É comum o tucunaré escapar quando o pescador acredita que ele está dominado, daí a fama de "malandro".

Comece a pesca do tucunaré com iscas artificiais de superfície, como as iscas de hélice e as que nadam em zigue-zague. Se não der bom resultado, parta para as de meia-água, escolhendo os mesmos locais, com recolhimento errático intercalando com rápidas paradas.

Em caso de perseguição, não pare de recolher a linha mantendo o movimento da isca. O ataque ocorre muitas vezes a menos de um metro do pescador. Se a pescaria é na Amazônia, recomenda-se varas de ação médio pesada, de 5, 6 a 7' pés; para linhas de 24 até 40 libras.

Nas demais regiões, equipamentos para linha de 20 libras são suficientes. Em represas, é melhor tentar a sorte perto de plantas aquáticas, materiais flutuantes ou pauleiras. São locais como esses que o tucunaré costuma freqüentar atrás de presas ou na fase de cuidados com a prole. Durante a fase de acasalamento, os peixes devem ser soltos o mais rápido possível e perto da região de captura.